Bruno Henrique, um exemplo de garra, força, coragem e superação

Aracaju – Com um clima bem favorável e com apoio da torcida, a equipe sergipana do Instituto Dom Fernando Gomes entrou em campo. Donos da casa os jovens recebiam aplausos a cada jogada mais habilidoso, que mexia com a torcida.

Mas apesar de tudo Sergipe perdeu a semifinal para a equipe da Escola Estadual Carolina Lupion (PR), no shout out por 3 x 1. Os nervos estavam à flor da pele. A equipe sergipana dominou o jogo por boa parte do tempo e teve maior posse de bola. O gol nasceu de um pênalti logo no início do segundo tempo.

O pênalti gerou confusão dentro de campo, que acarretou na expulsão de três jogadores do time paranaense. Outro fato que marcou a partida, foi a lesão sofrida do goleiro do Paraná, Bruno Henrique. Após um contato corporal, o atleta caiu no chão reclamando de dores no joelho direito. Ficou constatada uma entorse.

As equipes de fisioterapia e médica que estavam de prontidão na partida, fizeram os primeiros procedimentos de atendimento no atleta, que foi retirado do campo na maca. Após alguns minutos com a junta médica, por decisão própria, o goleiro paranaense decidiu voltar ao jogo, o atleta se deslocou mancando e seguiu na partida mesmo machucado. Fez grandes defesas e ainda defendeu o pênalti. Mas deu rebote e o IDFG marcou o primeiro e único gol.

– A garra!!!. O jogo quase todo machucado, mas vamos conseguir a vitória aqui hoje e mostrar para todo mundo. Vou com dor até o final, meu objetivo é esse. Meu objetivo é a Sérvia – bradou o goleiro.

Ainda durante o atendimento médico e aos prantos, Bruno Henrique chegou por alguns minutos pensar em desistir, devido às circunstâncias em que se encontrava. Situação que ele mesmo contou o que se passou na sua cabeça, durante aqueles longos minutos. Mas reverteu toda situação.

– Pensei que tinha acabado. Que não iria dar mais. Mas depois de um bom trabalho, da equipe de fisioterapia, com imobilização, eu consegui ficar bem e voltei para o campo. Estava um pouco aflito, mas tinha que passar para os companheiros, que estava tudo bem passar confiança. Mas graças a Deus deu tudo certo – disse.

O que o Bruno Henrique não sabia é que mais tarde no decorrer do jogo, ele viria a ser o herói da equipe. Mesmo machucado e com o joelho cheio de ataduras, ele conseguiu defender dois dos três shout out sergipano.

Outro que já pode ser considerado um herói da equipe paranaense é o meia-atacante Kaká, autor de um dos shout out, marcado pela equipe da Escola Estadual Carolina Lupion. Após a classificação, o atleta falou sobre o sentimento que lhe aflorava naquele momento.

– Estou muito emocionado, porque a gente veio de uma cidade que é pequena. Então é difícil para gente competir com cidades maiores. Mas graças a Deus estamos na final – comemorou Kaká.

Enquanto isso nas arquibancadas – E se o jogo ferveu dentro de campo, foi nas arquibancadas da Universidade Tiradentes que a coisa esquentou.

Torcida organizada do Instituto Dom Fernando Gomes se mostrou em peso com bandeiras, percussão, amigos, família e muita alegria. Todos passando as melhores energias possíveis, para a equipe sergipana. Uma das mais animadas era Valdileide Matos, mãe do atleta Pedro Henrique. Coruja, a mãe reconhece a dedicação do filho e diz que agora o incentiva mais que antes.

– Eles já estão de parabéns por terem chegado até aqui, independente do resultado. Ele joga desde os nove anos de idade e sempre demonstrou amor pela modalidade. Agora eu dou muito apoio. Antes eu tinha um pouco de medo por ser criança, para viajar assim pelo mundo. Mas hoje já tenho total confiança nele. Ainda mais agora. Dou muito apoio – revelou a mãe do lateral esquerdo sergipano Pedro Henrique.

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Texto: Givaldo Batista / Carol Vieira
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